Dicas de redação para Concursos Públicos



Dicas de redação para Concursos Públicos

Veja algumas técnicas para fazer um bom texto para não perder pontos na prova de concursos públicos. Aprenda as técnicas para garantir a vaga.

Antes da prova

Só escreve bem quem lê bastante. Welington Andrade, professor de Técnicas de Redação da Faculdade Cásper Líbero, recomenda que se invista em livros, jornais e revistas. “A leitura de textos diferentes ajuda a fixar a grafia das palavras e a ter mais conhecimento.”

A professora Beatriz Flauaus, especialista em correção de redações, lembra que o candidato deve se manter atualizado: “Para defender uma tese na redação com bons argumentos, é preciso sempre assistir ao noticiário, por exemplo. Esse exercício é ótimo para formar opinião”.

Treinar a escrita é outro truque importante. Cláudia Beltrão, professora de português e redação da Central de Concursos, tem uma dica. “Escolha um artigo de uma revista ou jornal e leia um parágrafo. Tente reescrevê-lo com suas próprias palavras e compare o resultado. Veja o que ficou bom e o que precisa melhorar.”

Na hora do exame

Assim que for distribuída a redação, fique atenta à proposta. “Leia quantas vezes for necessário, até ter clareza do que foi pedido”, alerta Beatriz. Verifique as recomendações, quanto ao limite de linhas e especificações, como a cor da caneta que pode ser usada.

Após entender o tema, reflita sobre o assunto. Cláudia sugere que você se pergunte: “Como posso provar minha tese?”. A partir daí, liste seus argumentos.

Já sabe o que vai escrever? Então, antes de começar a redação, faça um esqueleto, ou seja, um esquema de como ela será. De forma resumida, enumere os argumentos e coloque-os na ordem em que serão apresentados. “Não adianta a pessoa escrever bastante e depois o texto ficar confuso ou em apenas um bloco de texto com um único parágrafo”, afirma a professora Beatriz.

Enquanto estiver fazendo a redação, concentre-se em sua estrutura. Ela não deve parecer um bloco gigante de texto; afinal, os parágrafos existem e devem ser utilizados. Mas se você não sabe usá-los muito bem, dedique um parágrafo para cada argumento listado no esqueleto.

E se bater dúvida na hora de escrever uma palavra? O professor Welington tem uma sugestão: “Substitua o termo por um de significado parecido. Por exemplo, em vez de usar o termo ‘exceder’, use ‘ultrapassar'”.

Evite usar…
Clichês, jargões ou ditados populares
Nada de escrever frases do tipo “mais vale um pássaro na mão do que dois voando” ou “é preciso ver a questão da educação com amor e carinho”.

Exemplos pessoais para sustentar sua tese
A estrutura do texto deve ser baseada em argumentos concretos e não em histórias de família ou de vizinhos seus.

Defesas apaixonadas
Exclamações como “isso é um absurdo!” estão proibidas – afinal de contas, a argumentação deve ser racional e não emocional.

Repetição de palavras e de ideias
Em vez de usar o mesmo termo várias vezes, pense em sinônimos. O mesmo vale para os argumentos, que não devem ser reescritos, pois isso deixa sua redação repetitiva e sua nota, claro, baixa.

Garrancho
Para avaliar o conteúdo da sua redação, primeiro o corretor deve entender tudo o que você escreveu, certo? Por isso, capriche bastante na letra.

Por dentro da reforma ortográfica
Trema: desaparece em todas as palavras.

– Acentuação de ditongos*: some o acento agudo no “i” e “u” fortes depois de ditongos em palavras paroxítonas.
Exemplo: feiura, bocaiuva.
*Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí.

– Acentuação de ditongos abertos*: some o acento agudo em “éi” e “ói” das palavras paroxítonas (aquelas com a penúltima sílaba mais forte).
Exemplo: geleia, ideia, boia, joia.
*Herói, papéis, troféu mantêm o acento (porque têm a última sílaba mais forte).

– Acento circunflexo: some para as palavras terminadas em “êem” e “ôo” ou “ôos”.
Exemplo: creem, voo, enjoos.

– Acento diferencial: some, com exceção de pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.
Exemplo: Para, pelo, polo.

– Acento agudo: some no “u” forte nos grupos “gue”, “gui”, “que”, “qui” de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar.

– Hífen: confira tabela:

Prefixos Usa hífen Não usa hífen
Agro, ante, anti, arqui, auto, contra, extra, infra, macro, mega, micro, maxi, mini, semi, sobre, supra, tele, ultra… Quando a palavra começa com h ou com vogal igual à última do prefixo: auto-hipnose, auto-observação, anti-herói, anti-imperalista, micro-ondas, mini-hotel Em todos os demais casos: autorretrato, autossustentável, autoanálise, autocontrole, antirracista, antissocial, antivírus, minidicionário, minissaia, minirreforma, ultrassom
Hiper, inter, super Quando a palavra seguinte começa com h ou com r: super-homem, inter-regional Em todos os demais casos: hiperinflação, supersônico
Sub Quando a palavra seguinte começa com b, h ou r: sub-base, sub-reino, sub-humano Em todos os demais casos: subsecretário, subeditor
Vice Sempre: vice-rei, vice-presidente
Pan, circum Quando a palavra seguinte começa com h, m, n ou vogais: pan-americano, circum-hospitalar Em todos os demais casos: pansexual, circuncisão

 


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1 Comentário

  1. Cleia Francisca Teodoro

    13 de novembro de 2014 at 14:56

    Estudar enobrece as pessoas, pretendo estudar mais, eu aprendi que, o conhecimento, te faz uma pessoa melhor.

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